Release

Aqui um pouco da história de Dudu de Morro Agudo

Dudu de Morro Agudo antes mesmo de se reconhecer como rapper já era considerado uma das maiores lideranças juvenis da Baixada Fluminense. Nascido em Morro Agudo, maior bairro da cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, ele, através de sua atuação na música, contribuiu para transformar o bairro em que mora, antes conhecido somente como um território violento, em um dos locais mais criativos e potentes da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Através do Instituto Enraizados, organização que criou quando tinha apenas 18 anos de idade, formou centenas de novos artistas e apresentou o hip hop para milhares de pessoas, ajudando a criar um novo significado para a arte praticada nas periferias, arte esta que é capaz de conectar pessoas e transformar vidas.

DMA, como também é conhecido, lançou seu primeiro trabalho em 1999, um EP com três faixas, mas somente em 2010 lançou seu primeiro álbum, Rolo Compressor, com o qual fez turnê pela Europa e América do Sul. Entre 1999 e 2010 ele produziu 04 coletâneas de rap, com a participação de artistas de todo o Brasil.

Em 2013 lançou o disco #ComboIO, junto com os rappers Léo da XIII e Marcão Baixada, com o qual foi campeão mundial de hip hop em Miami, nos Estados Unidos, em 2015. Nos anos de 2014 e 2015 lançou os álbuns “De 2ª a 6ª” e  “5incronia”, em parceria com o rapper Átomo.

Em busca de novos desafios, após ganhar uma série de prêmios nacionais e internacionais, DMA direcionou seu trabalho musical para a academia, e no início deste ano começou o mestrado em Educação na UFF. A partir de então se divide entre os palcos e as escolas, pesquisando o rap como campo de construção de conhecimento.

Em sintonia com a universidade, em março se lançou em um novo e ousado projeto, entrando em estúdio para produzir um  álbum num sistema “colaborativo e livre”, onde outras pessoas tivessem a liberdade de intervir na criação e/ou recriar o álbum.

A exemplo da colaboratividade, a capa do disco foi “imaginada” pelo designer e grafiteiro Rafael Zuchi, de São Paulo, o encarte foi diagramado pelo designer Gustavo Baltar, de Nova Iguaçu, as músicas foram mixadas e masterizadas pelo produtor DJ Raffa Santoro, de Brasília, contudo nenhum deles se conhece, mas se conectaram no álbum para colaborar na construção de um novo projeto.

Os roteiros dos videoclipes da faixas “Juventude BXD” e “A Conquista do Capoeirão”, também foram produzidos colaborativamente através de um grupo na internet e através de um curso de audiovisual, respectivamente. E tudo isso foi financiado por mais de 100 pessoas através de uma campanha de Crowdfunding.

A exemplo de ser um álbum livre, tanto os instrumentais quanto as acapellas serão liberadas para que qualquer pessoa possa recriar novas músicas. Mas a ideia é que surjam também ensaios fotográficos a partir das músicas, filmes, ilustrações, graffitis e tudo o mais que mente permitir imaginar.

Apesar da complexidade conceitual do projeto, DMA não se afastou da música e conseguiu produzir um álbum atual e extremamente dançante, com uma técnica impecável, passeando pelo o trap, o boombap e funk carioca, mas sem deixar de lado a acidez e o sarcasmo de suas letras com conteúdo poéticopolitizado, sem polêmicas, mas crítico, tratando de temas como o extermínio da juventude negra, operação lava jato, polarização da política, neoliberalismo, racismo, entre outros.

Deixe o seu depoimento para publicarmos aí do lado

Depoimentos sobre o disco

Pra mim esse álbum tem um gostinho todo especial, foi muito bom fazer e o resultado ficou inacreditável, graças a dedicação também do meu camarada DJ Raffa, que quebrou tudo na mix e na master, e do meu mano Rafael Zuchi, que mandou muito bem na ilustração. Mas a música que eu piro de ouvir é a Conexão, faixa 06.

Dudu de Morro Agudo
Dudu de Morro AgudoRapperFacebook

O dever te chamou Dudu e o disco é uma prova de que você não nega ao chamado. Acho que de todas as faixas, a que deixa isso mais explícito é a numero 04 (Caprichosos), expressou muito sobre o que eu penso dessa elite burguesa e do que a gente sofre de consequência dos atos deles.

Passarinho
Passarinhorapper e músicoFacebook

Sensacional o novo álbum do Rapper Dudu de Morro Agudo “O Dever me Chama”. Tem algo de sensorial que mexe dentro e faz a cabeça ir além da música.

Anderson Barnabé
Anderson BarnabéCantorFacebook

A faixa que eu mais gosto é “Delatores VS Delatados”, gosto do tom de deboche dela, que ainda é embalado por um bom funk carioca. Porém, o disco todo tem algo em comum, que é a esperteza poética de quem já caminhou e viveu muita coisa, e mesmo assim não se conformou, algo que fica bem claro na frase “Por que que cê não se revolta, João?” (faixa 05 – João)

Mateus Cayuna
Mateus CayunacantorFacebook

Agradecimento aos meus cúmplices!

Tenho muito a agradecer a todxs vocês, meus/minhas cúmplices, que participaram da campanha de Crowdfunding do disco O DEVER ME CHAMA. Com toda a certeza, sem vocês este projeto não sairia do papel.

Para homenageá-lxs criei a imagem ao lado, propositalmente no formato de um CD e com o nome de cada um(a) de vocês.

Espero que gostem do disco e de todo o desdobramento que surgirá a partir dele, pois eu e minha equipe estamos trabalhando muito para trazer algo novo. O processo de produção desse disco foi único, totalmente experimental, onde estive sozinho durante vinte dias, escrevendo as rimas e estudando as diversas possibilidades para produzir os instrumentais, onde cada um dos dez foi desenvolvido de uma forma diferente. Um dia pretendo contar pra vocês o passo a passo da produção de cada um.

Mas a partir de agora eu quero que todxs vocês participem comigo das próximas etapas. Do roteiro dos videoclipes, atuando, produzindo remixes das músicas, escrevendo novas letras para os beats já existentes, escrevendo roteiros de curtas e médias com base nas histórias das músicas, fazendo graffites, fotografias e tudo o que mais nossa mente nos permitir, e tudo isso ficará disponível neste site.

Compartilhe com seus amigos e amigas, traga-os para nosso time.

Nuvem de Benfeitores